O momento em que a vida começa

By Arnóbio - Last updated: Wednesday, July 8, 2009 - Save & Share - Leave a Comment

“A aventura [da vida] começa com o esforço da alma para entrar no útero, no momento da concepção. No mundo astral, há milhões de almas que lutam para voltar a terra, para entrar nas células combinadas do espermatozóide e do óvulo, na hora da concepção. Seja você santo ou pecador, se ainda não atingiu a redenção final, possui grande desejo de reencarnar na terra outra vez.

No instante da concepção, quando as células do espermatozóide e do óvulo se unem, há um clarão no éter e uma alma entra. Você teve de lutar para entrar no ventre. Não só você, mas muitas outras almas competiram para entrar, e as que venceram somos todos nós. Não foi uma vitória fácil.

(…)

Se existe inferno ou purgatório, são os nove meses no corpo da mãe – indefeso, na escuridão, preso a um só lugar como uma árvore, apenas com recordações ocasionais do passado, intercaladas com períodos de sono. É quando surgem lembranças da vida anterior que você se agita no corpo materno. Eu transferi minha consciência a esses estados pré-natais e sei o que estou falando(*).

O sono e o despertar do feto no corpo materno não dependem dos períodos de sono e despertar da mãe. A vontade que o feto tem de mover-se vem de uma lembrança do passado e da alma. Por isso, ele se mexe, inquieto, no corpo materno até se cansar e adormecer. Depois, acorda por algum tempo e volta a se mexer. Sente fome e, graças aos elementos nutritivos do sangue materno, satisfaz sua fome.

(…)

Muitas pessoas, erroneamente, creem que a alma entra no corpo na hora do nascimento, mas se a alma já não estivesse ali, o corpo não teria se desenvolvido a partir das diminutas células originais. Se a alma deixar o embrião antes do parto, o bebê nascerá morto”.

Paramahansa Yogananda

(*)É possível ao iogue avançado, graças à sua união interna com o Deus onipresente, perceber por empatia as experiências de todos os seres.

YOGANANDA, Paramahansa. A Eterna Busca do Homem. Los Angeles: Self-Realization Fellowship,  2001, páginas 64 a 66

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